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18 de Junho de 2021

Indústria da Moda: Resiliência e Reinvenção Com os Efeitos da Pandemia

LEXNET Consultoria, Advogado
Publicado por LEXNET Consultoria
mês passado

Autoras: Luana Otoni de Paula André, Advogada Sócia de Homero Costa Advogados e Caroline Kellen Silveira, Estagiária de Homero Costa Advogados - LEXNET Belo Horizonte

O número de casos e óbitos ocasionados pelo Coronavírus no Brasil continua em alta. Já foi contabilizado 01 ano da chegada do vírus e, atualmente, se vive o pior momento da Pandemia. Com o seu agravamento, o distanciamento social mais severo (“lockdown”) passa a ser considerado medida essencial para evitar maiores contaminações.

Com grande parte dos estabelecimentos fechados, o mercado varejista brasileiro, através de prognósticos, previu que a atual crise será superada apenas em meados de 2022. Desde a decisão do distanciamento social, foi contabilizado que mais de R$120 bilhões deixou de ser arrecadado.

Analistas avaliam que, ao contrário da expectativa geral, não basta autorizar a reabertura do comércio para que o consumo seja restabelecido. O consumidor brasileiro segue com receio da realidade: desemprego e inadimplência --- situações presentes e latentes no diaadia. Nesse particular, confira-se o que CNC1 , CNI2 , FGV3 e IBEVAR4 apuraram:

Com a indústria da moda não foi diferente --- esta foi diretamente impactada pela Pandemia, considerando-se, sobretudo, que o setor movimenta a economia mundial.

O Brasil é a 5ª maior indústria têxtil do mundo, inclusive é considerado um dos maiores empregadores na indústria da moda, sendo responsável por vultosas vagas de emprego.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções, de janeiro de 2016 à julho de 2019: China, Índia e Indonésia foram os países de que o Brasil mais importou produtos têxteis. Os prejuízos estimados para estes grandes exportadores poderiam alcançar cerca de 207 milhões de euros, em decorrência da Pandemia.

Em junho/2020, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções, realizou uma pesquisa no setor têxtil, e constatou que 96% das empresas tiveram queda em suas encomendas, e 55% registrou redução superior a 50% no número dos pedidos. Sobre as importações, o setor registrou queda de 23,75% entre os meses de janeiro e julho de 2020.

Vive-se dias de incerteza; e é nesse contexto que é necessária uma reflexão coletiva.

Aproximadamente 34,5 mil lojas de roupas, tecidos, calçados e acessórios com vínculos empregatícios fecharam as portas definitivamente, resultado da crise sanitária da Pandemia. Um estudo realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo divulgou que 135,2 mil estabelecimentos comerciais de varejo encerraram as atividades no Brasil entre 2020 e abril/2021. Com o isolamento social quase 500 mil pessoas ficaram desempregadas.

Diante de todas essas vicissitudes, não se pode perder as esperanças de recompor o mercado têxtil. Citamos, a título de exemplo, um pouco da história de superação de Coco Chanel5 . A estilista francesa após conhecer Dmitri6 , foi inspirada a desenhar roupas com bordados do folclore russo. Neste período, Chanel conheceu muitos artistas importantes, tais como Pablo Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo. Em 1920, criou o perfume que iria convertê-la numa grande celebridade, o “Chanel nº 57 ”. O nome se deve ao fato de ter sido a quinta fragrância apresentada a ela, para que escolhesse, e porque o 5 era o seu algarismo da sorte.

Sobreveio a 2ª Guerra Mundial, e Chanel fechou a casa de costura --- isso no período da ocupação alemã (1940 – 1944). A estilista passou a ter dificuldades financeiras. Com o final da 2ª grande guerra, Chanel reabriu seu ateliê e começou a vender suas roupas para o outro lado do atlântico.

É imprescindível, assim, que empresários da indústria da moda tenham resiliência, se reinventem, criem alternativas para minimizar a crise que assola o Brasil e o Mundo.

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